Mulheres sobre duas rodas: filha resgata a paixão da mãe por motos

Ariadne Cristine (à esquerda) e sua mãe Gisele Camargo  pilotam juntas uma Honda Sahara 300
Empresária voltou a pilotar na estrada após 25 anos
Durante a última década, o número de mulheres brasileiras que pilotam motos aumentou 69,5%, de acordo com dados da Abraciclo, associação de fabricantes de motos, que reúne as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (AM). O salto foi de 5,6 milhões em 2014 para 9,5 milhões de motociclistas atualmente. Uma delas é Gisele Camargo, de 51 anos, que voltou a andar sobre as duas rodas depois de sua filha a encorajar a retomar a paixão por viagens.
A piloto conta que gosta de motos desde sua juventude, um sentimento que acabou sendo herdado por sua filha, Ariadne Cristine Camargo Kleuser, de 20 anos. Ambas são paranaenses, estado que ocupa o terceiro posto no ranking brasileiro de mulheres com habilitação para motos, são aproximadamente 742 mil portadoras da CNH A. Os outros estados com maior número de pilotas são São Paulo (2,8 milhões) e Santa Catarina (843 mil).
Mãe e filha viajam com grupo de mulheres para a Serra da Graciosa
Apesar de contribuir para essas estatísticas, Gisele deixou sua paixão de lado por 25 anos para criar o casal de filhos, usando o carro como meio de locomoção. Em 2019, ela chegou a adquirir uma Honda XLX 350, ano 1991. Porém, o veículo acabou ficando encostado na garagem.
Até que em 2024, a motociclista viu a possibilidade de fazer o que mais gosta: dar um “rolê” de moto, como ela mesmo diz, pela região de Curitiba e também realizar viagens para o litoral paranaense.
Timidez da filha fez mãe voltar a pilotar
Foi graças à filha que Gisele pôde retomar sua antiga paixão. Em janeiro, a empresária adquiriu uma Honda Sahara 350 para acompanhar Ariadne nos passeios de fim de semana.
“Comprei a moto para andar junto com a minha filha, que é tímida e não completava os passeios por isso. Resolvi fazer uma surpresa para ela, que só ficou sabendo da novidade quando cheguei em frente ao nosso comércio com a moto”, conta a lojista, que administra com a família uma casa de artigos de festa.
Até então, Ariadne havia feito apenas três viagens desde que comprou um modelo esportivo há um ano. E, devido à timidez, pouco interagia com o grupo de motociclistas que a acompanhava.
A jovem conta que sempre brincou com a mãe dizendo que um dia iria levá-la na garupa, mesmo sabendo que ela não gostava de ser carona. Certa vez, por insistência de Ariadne, Gisele concordou em acompanhá-la e garantiu que quando tivesse uma moto nova passearia com a filha.
“Foi emocionante ouvir isso dela. Agora estou ansiosa para compartilhar momentos especiais com a minha mãe, aproveitando a liberdade e a emoção de pilotar juntas”, relata a filha, que estreou a companhia da mãe num passeio pela sinuosa estrada Rastro da Serpente, na região de Bocaiúva do Sul – a 37 km de Curitiba.
Mãe e filha também aproveitaram o Dia Mundial da Mulher Motociclista, comemorado no último dia 2 de maio, para fazer a segunda viagem, desta vez até o portal da Serra da Graciosa, nas imediações da capital paranaense.
A próxima aventura está programada para o dia 19 de maio, quando as duas vão integrar um grupo de cem mulheres rumo mais uma vez ao Rastro da Serpente, apelido dado ao trecho de curvas e belas paisagens das rodovias SP-250 e BR-476, que ligam os estados do Paraná e São Paulo.
Gisele adquiriu uma Sahara 300 na Honda Blokton para acompanhar a filha nas viagens
Clientela quer se desconectar da rotina
Na Honda Blokton, maior rede de concessionárias de motos no Paraná, as clientes femininas já representam aproximadamente metade das aquisições. Segundo Cristiano Rodrigues, consultor de vendas, muitas pessoas enxergam no veículo uma maneira de se desconectar da rotina e aproveitar momentos de lazer.
“Uma das vantagens de pilotar uma moto é se aventurar por estradas secundárias, trilhas e paisagens naturais de forma mais imersiva e aproveitando ao máximo cada trajeto. Além disso, é também uma válvula de escape para o estresse do dia a dia”, salienta.
O consultor lembra ainda que andar de moto é uma experiência social. “Você pode participar de passeios em grupo, encontros de motociclistas e eventos relacionados ao segmento, conhecendo pessoas com interesses semelhantes e compartilhando histórias e experiências sobre duas rodas”, pontua.
Fotos: Arquivo Gisele Camargo
  
Imprensa:  v3com.com.br 
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