Conceitos de Limpeza e Conservação de Motocicletas

 

A lavagem periódica completa, mais que o embelezamento, visa à conservação da motocicleta.

Para tomar a decisão de lavar a motocicleta, acima de tudo, deve-se avaliar o estado geral de conservação da mesma, ou seja, examiná-la em profundidade, como motor, transmissão, quadro, rodas, etc.

Não é só porque a motocicleta tomou uma chuva ou fez uma viagem muito longa que a mesma deve ser lavada.

É importante ressaltar que a conservação e beleza da motocicleta devem ser verificadas analisando a motocicleta como um todo. Muitos motociclistas olham apenas para o tanque e as demais peças pintadas, mas a beleza e a conservação devem ser de todas as peças em geral. Será soma de todos os detalhes que vai nos mostrar se motocicleta esta realmente conservada.

Não se deve deixá-la muitos meses ou anos sem uma lavagem completa, pois os sedimentos e micro-sedimentos com o passar do tempo vão se “fundindo” nas peças e a partir de certo tempo será impossível removê-los.

Se a motocicleta estiver conservada e suas peças realmente limpas, quando ela ficar suja por causa de uma chuva, por exemplo, basta fazer uma rápida lavagem, enxugar que ela ficara novamente bonita.

Se a motocicleta ficar muitos meses ou anos sem ser devidamente lavada e conservada, ficara impossível remover os sedimentos e assim deixá-la bonita novamente.

Normalmente os motociclistas avaliam o estado de conservação de sua motocicleta usando como base os seus conceitos de limpeza e conservação, é muito importante comparar com outras motocicletas, traçar experiências com outros motociclistas.  

O conceito de limpeza e conservação varia muito para cada motociclista, existem motocicletas que “estão sujas”, são aquelas bem conservadas e que estão ocasionalmente sujas porque rodaram em dia de chuva, por exemplo. Existem motocicletas que “são sujas”, ou seja, podem não apresentar uma sujeira recente, mas ao olharmos detalhadamente poderemos ver que suas peças e componentes estão incrustadas de sedimentos antigos e ferrugens, de difícil remoção.

A falta de uso por um tempo prolongado também é prejudicial para a motocicleta, em especial as peças polidas e os cromados, somente a limpeza periódica e freqüente com ceras especificas podem realmente conservar essas peças por muito tempo.

Alem do prazer que a busca da conservação traz para o verdadeiro motociclista, é importante ressaltar que uma motocicleta bem conservada trará sempre benefícios financeiros na hora da revenda.

 

Tomás André dos Santos - tasmotos

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Troca de pneu da moto na véspera de viagem

Já escutei diversos relatos de motociclistas, que saíram de viagem, e tiveram problemas com os pneus novos recém trocados.

A troca do pneu da motocicleta envolve muitos aspectos importantes que devem ser observados, como:

 

1 - Adaptação ao novo pneu colocado:

Quando o novo pneu colocado não é da mesma marca ou do mesmo modelo do pneu que anteriormente estava na motocicleta, o motociclista necessitara de um tempo para acostumar-se com o mesmo.

 

2 - Qualidade do pneu colocado:

O pneu recém colocado pode vir com defeito de fabricação, esse defeito pode comprometer sua eficiência e segurança, ou então pode ocasionar vazamentos de ar.

 

3 – Qualidade do serviço de montagem do Pneu:

É comum ocorrerem falhas na montagem dos pneus, que poderão também ocasionar vazamentos de ar.

 

4 – Serviço de balanceamento das Rodas:

O balanceamento de rodas é outro serviço que também deve ser bem testado, pois se não for bem feito poderá comprometer a pilotagem.

 

 

IMPORTANTE:

 

Dessa forma o correto é fazer a troca do pneu no mínimo entre uma semana a quinze dias antes da viagem. É aconselhável também fazer um teste em rodovia para ver se a montagem do novo pneu ficou perfeita.

Lembre-se que se ocorrer problemas na viagem você poderá perder horas ou até dias em sua viagem com problemas gerados na troca dos pneus.

 

Se possível, após a troca dos pneus, antes da viagem, faça uma lavagem detalhada em sua motocicleta, essa atividade servira como uma inspeção na moto. Não se esqueça também de renovar a lubrificação dos cabos e da corrente de transmissão.

 

Abraços,

 

Tomás André dos Santos - tasmotos

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Soluções Detalhadas para Acabamento Geral

Parte 1 – Orientações Iniciais

 

Diversas soluções:

Existem muitas maneiras e produtos para se fazer o acabamento das diversas peças e locais das motocicletas. As sugestões apresentadas nesta matéria são apenas algumas dessas formas, e não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto.

 

Fundamentos:

Há quase oito anos lavo motocicletas de maneira artesanal, nesse período já lavei pessoalmente mais de 3.600 motos. As soluções apresentadas surgiram do resultado pela busca de propostas para acabamento durante esses anos. Sempre busquei para as diversas peças das motocicletas soluções especificas para cada uma. Acima de tudo essas soluções devem ser simples de serem utilizadas e sempre visando segurança e a conservação das peças.

 

A quem se destina:

Este trabalho se destina especificamente para os motociclistas que gostam de cuidar pessoalmente de sua motocicleta e acima de tudo que “curtem” conservar sua motocicleta, mantendo-a sempre com boa apresentação visual. E que gostam de discutir e debater esse tipo de assunto com outros amigos motociclistas.

 

Eficiência e Segurança:

Um dos pontos pretendidos nesse trabalho é o ponto de equilíbrio entre eficiência e segurança na conservação das peças e materiais. De nada adianta um produto ser excelente para remover sujeira e dar acabamento nas peças da motocicleta, se ele não for seguro para ser utilizado de forma adequada, para todas as situações especificas da motocicleta.

 

 

Tipos e Marcas de Produtos:

A finalidade desta matéria é transmitir orientações praticas e fundamentos. A marca do produto não deve ser o objeto principal da discussão. Muito importante ressaltar que o resultado final dependera muito mais da forma de se utilizar o produto. Portanto o mais importante é a atividade e não a marca do produto utilizado. Não é interesse desta matéria citar marcas comerciais de produtos, evitando-se assim problemas mercadológicos e comerciais. Portanto marcas especificas não serão citadas. Não haverá discussão e comparação entre os tipos e marcas de produtos existentes no mercado. É interessante que cada motociclista, através de pesquisa própria, aprenda a conhecer os diversos tipos e marcas de produtos disponíveis no mercado, somente assim conseguira adquirir conhecimentos para decidir quais marcas melhor atendem suas necessidades.

 

Parte 2 – As soluções Sugeridas:

 

Pintura com verniz, muito nova, sem riscos, limpa:

Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. A concentração da mistura ira variar conforme o estado da pintura e o interesse do motociclista. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Pintura com verniz, nova, riscos leves, levemente impregnada:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. A concentrações da mistura depende do estado da pintura. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Pintura com verniz, levemente opaca, com riscos, e impregnação:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com uma quantidade mínima de massa de polimento fina. A concentração da mistura depende da real condição que se encontra a pintura. Depois da recuperação do verniz com a mistura acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Pintura com verniz, detonada, muitos riscos, opaca e bem impregnada.

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com massa de polimento fina. A quantidade de massa colocada na cera depende de cada situação especifica. Depois da recuperação do verniz com a mistura acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Riscos e impregnações na pintura com verniz:

Primeira etapa com massa de polimento fina aplicada diretamente nos locais onde existem riscos, arranhões e impregnações. Segunda etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade aplicada em toda a peça. Depois da recuperação do verniz com as ações acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Pinturas tipo preto fosco e outras como a do quadro da motocicleta:

Mistura de lustra moveis com gotas mínimas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do acabamento que se pretende, ou seja, mais ou menos brilho. Aplicação com esponja e acabamento com tecido sintético sem algodão.

 

Peça plástica colorida sem verniz (Plásticos Off-Road), nova e limpa:

Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peça plástica colorida sem verniz (Plásticos Off-Road), levemente impregnada:

Primeira etapa com lustra moveis acrescido com uma quantidade mínima de cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Segunda etapa com lustra moveis acrescido com uma quantidade mínima de cera tipo auto brilho. Como é uma situação muito distinta e especial deve-se fazer uma mistura especifica conforme cada situação. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças pintadas protegidas com plásticos adesivos:

Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. A concentração dos produtos na mistura depende do resultado esperado. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças plásticas pretas foscas tipo para lama traseiro:

Mistura de lustra moveis com algumas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do estado da peça, ou seja, nova, velha, ressecada, etc. A concentração da mistura dependera também do resultado esperado em cada situação. Aplicação com esponja e ou pincel, remoção de excessos e acabamento com tecido sintético sem algodão.

 

Peças plásticas cromadas:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças metálicas cromadas novas:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com uma boa quantidade de produto para lustrar metais. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças metálicas cromadas detonadas:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com massa de polimento fina e produto de lustrar metais. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, sem proteção, detonadas:

Primeira etapa com massa de polimento fina. Segunda etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Terceira etapa com cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, sem proteção:

Primeira etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Segunda etapa com cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, anodizadas:

Lustra moveis misturado com uma pequena quantidade de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Punhos pretos e cabos de comandos:

Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A quantidade de óleo mineral deve ser mínima. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel e acabamento com pincel seco.

 

Peças e painéis de plástico preto tipo painel de automóvel:

Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com esponja ou pincel. Remoção de excessos com tecido sintético sem algodão

 

Bolhas ou pára-brisas de plástico ou acrílico:

Lustra moveis misturado com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Lentes Plásticas das setas e lanternas novas:

Lustra moveis misturado com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Lentes Plásticas das setas e lanternas, ressecadas e opacas:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade deve-se aplicar uma gota em uma ponta da flanela e fazer movimentos fortes com os dedos sobre a peça plástica. Com essa ação será removida a parte superior ressecada do plástico, assim a peça voltara a ficar bonita novamente. Em seguida fazer o acabamento com flanela seca e limpa.

 

Vidros dos espelhos retrovisores:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade o espelho deve estar bem seco, é comum ficar umidade na parte inferior. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do espelho, com movimento circular chegar até as laterais evitando o acumulo de cera nos cantos. Esperar a cera secar e em seguida fazer a remoção com uma flanela bem seca e bem limpa.

 

Vidros do farol e dos visores de velocímetros e conta-giros:

Bata com a unha ou costa do dedo na peça para descobrir se ela é de vidro ou de plástico. Se for de vidro utilize cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade o painel deve estar bem seco. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do vidro, com movimento circular do dedo chegue até as laterais evitando o acumulo de cera nos cantos. Esperar secar e fazer a remoção com uma flanela seca e limpa.

 

Plásticos do farol e dos visores de velocímetros e conta-giros:

Bata com a unha ou costa do dedo na peça para descobrir se ela é de vidro ou de plástico. Se for de plástico utilize lustra moveis, cera auto brilho ou mistura das duas. Para essa atividade o painel deve estar bem seco. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do vidro, com movimento circular do dedo chegue até as laterais evitando o acumulo de produto nos cantos. Esperar secar e fazer a remoção com uma flanela bem seca e bem limpa.

 

Bancos e Alforjes de Couro levemente ressecados:

Lustra moveis misturado com algumas gotas de óleo mineral. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão, levemente umedecido.

 

Bancos e Alforjes de Couro ressecados e com coloração desgastada:

Primeira etapa com óleo mineral puro para hidratar o couro, aplicado com esponja, deixando secar de um dia para outro. Segunda etapa com graxa de sapato da cor do alforje aplicado com esponja escovando em seguida. Terceira etapa com lustra moveis. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão levemente umedecido.

 

Bancos em corvim, courino, plásticos e similares levemente ressecados:

Lustra moveis. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão levemente umedecido.

 

Bancos em geral, de couro e outros, novos e sem problemas:

Na lavagem fazer um trabalho bem detalhado com sabão liquido, utilizando-se esponjas e escovas plásticas. Deixar secar bem. Depois de seco, no acabamento, passar somente um pano de tecido sintético sem algodão, levemente umedecido.

 

Motores:

Querosene com óleo mineral. Com um pincel, aplica-se com moderação. A seguir deve-se remover o excesso com pincel seco e pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Essa mistura não deve ser aplicada em borrachas e plásticos. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o motor volta a ficar com seu aspecto ressecado.

 

Escapamentos não cromados diversos:

Misturar querosene com óleo mineral. Aplica-se com esponja. A seguir deve-se remover o excesso com pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o escapamento volta a ficar com seu aspecto ressecado.

 

Escapamentos com pintura em preto fosco.

Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral e um pouco de graxa de sapato preto. A mistura deve ficar cremosa. Aplicar com pincel e esponja. Remover o excesso com pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o escapamento voltara a ficar com seu aspecto ressecado.

 

Pneus:

Mistura de produto para pneu preto viscoso especial, com produto para pneu automotivo comum e água. Aplicar a mistura com um pincel com as cerdas cortadas com um comprimento de apenas 1,5 cm. Deixa-se secar por um tempo. Para que o mesmo não fique “melado” e excessivamente brilhante deve-se remover o excesso com um pano umedecido. Obs: O tempo que ficar secando e a maior ou menor umidade do pano, é que irão definir o brilho mais ou menos acentuado do pneu.

 

Rodas pintadas lisas desgastada e sem brilho:

Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.

 

Rodas pintadas lisas novas:

Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As rodas deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel. Remoção e acabamento com tecido sintético sem algodão.

 

Rodas pintadas com tinta fosca e porosa:

Mistura de lustra moveis com óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do acabamento que se pretende, ou seja, mais ou menos brilho. Mantenho sempre algumas misturas com concentrações diferentes que escolho conforme o gosto do cliente. Aplicação e acabamento com pincel.

 

Colméia de radiador preto detonado:

Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral e um pouco de graxa de sapato preto. Aplicar o produto com pincel. Remover excessos com o pincel seco.

 

Colméia de radiador em geral:

Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral. Aplicar o produto com pincel. Remover excessos com o pincel seco.

 

Discos, Suportes e Pinças de Freio:

Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel. Remoção de excessos no disco com tecido sintético sem algodão

 

Conjunto de Transmissão Secundário:

Mistura de Óleo Sae 90 com um pouco de graxa de boa qualidade. Aplicar com escova de dente. Alem da lubrificação a conservação do sistema de transmissão secundário envolve outros diversos fatores, leia em meu blog www.tasnaweb.com, minha matéria completa sobre o assunto.

 

3 – Observações, dicas e orientações gerais:

 

Sugestões especificas para pintura:

Nesta matéria estou relacionando diversas sugestões de acabamento em geral, para maiores detalhes sobre ações próprias para pinturas, como aplicação e remoção de ceras, favor procurar matéria especifica em meu blog www.tasnaweb.com 

 

Abrasivos:

São minerais muito finos, como os talcos, que fazem parte da composição de algumas ceras automotivas, cuja finalidade é funcionar como uma lixa que ira limpar as pinturas.

 

Plásticos e borrachas:

Evitar sempre a utilização de produtos derivados de petróleo, como querosene, óleo diesel, em plásticos, borrachas existentes em peças como cabos, mangueiras e outras.

 

Óleo mineral:

O Óleo mineral é um produto puro, existe inclusive produção para uso medicinal. Também é produzido e embalado para uso na recuperação de couros, que é o formato que uso, sendo encontrado em lojas de artigos de couro e para sapateiros.

 

Viseiras de capacetes, bolhas, para brisas, plásticos translúcidos, acrílicos, etc:

Nunca utilizar ceras com abrasivos.

 

Cera Auto Brilho:

A cera auto brilho na realidade é uma cera automotiva liquida de boa qualidade, sem abrasivos, que deixa uma película protetora, normalmente vendida em lojas especializada em materiais para pintura automotiva.

 

Remoção de Ferrugem:

Ver matéria especifica sobre o assunto em meu blog www.tasnaweb.com

 

Pintura externa dos capacetes:

Conforme o tipo e o estado da pintura de seu capacete utilize uma das sugestões para pintura com verniz citadas nesta matéria.

 

Bancos:

Deve-se evitar a utilização de produtos nos bancos, mas quando isso for totalmente necessário, deve-se remover muito bem qualquer produto aplicado nos bancos a fim de evitar que o mesmo fique escorregadio e comprometa a segurança da pilotagem. Para esse fim utilize um pano de tecido sintético sem algodão levemente umedecido com água.

 

Lustra Moveis:

Comprar somente lustra moveis de coloração esbranquiçada, leitosa, cremosa, e de boa qualidade.

 

Remoção de plásticos grudados em escape cromado:

Ver matéria especifica sobre o assunto em meu blog www.tasnaweb.com

 

Tecido sintético sem algodão:

Deve ser feita à utilização desse tipo desse tecido para o acabamento de serviços em locais onde não se deseja que fiquem resíduos e farpas de algodão. Camisetas velhas com pouca composição de algodão podem muito bem ser utilizadas. Para que esses panos realmente não soltem farpas é importante que os mesmos não tenham sido colocados na maquina para serem lavados junto com tecidos de algodão como a flanela e outros.

 

Logística para acabamento geral:

Deve-se iniciar pelas rodas, a seguir fazer o acabamento completo no motor, em seguida tratar as peças pretas e plásticos, em seguida os cromados e só por ultimo a cera nas partes pintadas.

 

Logística para acabamento das rodas:

Primeiro deve-se fazer o acabamento nos pneus, a seguir nas pinças, suportes e discos de freio e somente por ultimo nas rodas.

 

Produtos para Pneu:

Existe um produto preto viscoso de uso profissional vendido em lojas que revendem material para lava rápido automotivo. Existem também os produtos automotivos a base de glicose, transparente e colorido, normalmente vendidos em supermercados.

 

Cuidados com o acabamento dos Pneus:

Não se deve utilizar silicone ou produtos gordurosos nos pneus, pois alem de permitirem a aderência de pó e terra, esses produtos podem escorrer para a banda de rodagem e provocar um acidente.

 

Atenção com os radiadores (água e óleo):

Para fazer o acabamento em radiadores deve-se utilizar pincel com as cerdas cortadas com um comprimento de dois cm. O corte do cabo do pincel, reduzindo seu comprimento também ajuda no trabalho, uma vez que o radiador geralmente fica em local de difícil acesso. Exige-se muito cuidado e atenção para manusear as células das colméias dos radiadores, pois a mesmas são muito sensíveis. Para isso segure sempre o pincel reto e alinhado de frente para o radiador e faça movimentos sempre de cima para baixo ou vice-versa. Atenção: Nunca movimente o pincel da direita para a esquerda ou vice-versa.

 

Tomas André dos Santos – tasmotos

www.tasnaweb.com

 

Pilotagem segura na chuva

 

A quem se destina:

Esta matéria apresenta orientações praticas e objetivas destinadas aos motociclistas que usam suas motocicletas no dia-a-dia, para lazer ou trabalho, preferencialmente em transito urbano. Esta matéria não tem a pretensão de fazer orientações detalhadas com técnicas apuradas para condução esportiva em situações de pista com chuva.

 

As primeiras providencias:

Assim que começar a chover, com bastante calma, desacelere sua motocicleta, mantenha uma distância maior do veículo que está a sua frente. Redobre os cuidados com outros veículos e com pedestres, quando a chuva começa é comum acontecer àquele típico corre-corre de veículos e pessoas.

 

O inicio da chuva:

Seja fraca ou forte, o início da chuva, é o momento mais crítico. A pista, assim que recebe o início das águas da chuva proporciona a formação de misturas de água, resíduos de óleo, combustível e sujeira que normalmente acaba pingando dos veículos. Essas misturas formam combinações muito perigosas e escorregadias, que comprometem totalmente a aderência dos pneus com o solo, que só será “lavada” pela própria chuva após alguns minutos de chuva mais intensa.

 

Tome rapidamente suas decisões:

É comum quando a chuva começa, repensarmos nossa rota, muitas vezes optamos por não continuar com o mesmo trajeto. Decida-se e redefina rapidamente seus objetivos, não fique na duvida, pois essa duvida poderá gerar uma ansiedade prejudicial às nossas decisões de pilotagem. Se estiver com a capa de chuva na motocicleta, encontre um local adequado e coloque a capa imediatamente, pois a preocupação em proteger a roupa e o corpo das águas da chuva também afeta nossa atenção.

 

Os freios os pneus:

Cuidado com os freios, pois o sistema de freios fica parcialmente comprometido, existe uma boa redução da eficiência dos componentes do freio com a umidade. Por causa da água os pneus também perdem parte de sua aderência.

 

Adversidades:

Alem dos fatores técnicos e mecânicos a chuva gera também uma grande quantidade outras condições adversas. Com a chuva os veículos reduzem a velocidade o transito fica lento, que por sua vez aumentam a necessidade de frenagens rápidas. Procure não fazer manobras ou freadas buscas, pois o risco de derrapagem é grande. Se você sentir que a motocicleta está “dançando” um pouco na pista, diminua a velocidade, a motocicleta devera ganhar peso e os pneus voltarão a tocar o solo com mais firmeza.

 

A visibilidade:

Com chuva procure pilotar de forma bem “burocrática”, ou seja, ande somente na frente e na traseira dos carros, evite as laterais, pois dessa forma você se tornara mais visível. Lembre-se que os motoristas dos veículos, por causa da cortina de água da chuva e dos vidros embaçados, também estarão com dificuldades de visão. Mantenha o farol na “luz alta” o tempo todo, isso irá melhorar um pouco sua visão, e os outros veículos também terão uma boa visibilidade da sua motocicleta. Se estiver em movimento não ligue o pisca alerta, esse tipo de iluminação só deve ser acionado se a motocicleta estiver parada. Faça uso dos espelhos retrovisores antes de fazer qualquer conversão, fique atento ao movimento dos outros veículos.

 

Alternância de locais secos com molhados:     

Um problema muito comum, mas pouco observado e identificado pela maioria dos motociclistas é alternância entre locais secos e molhados. Fator que ocorre em virtude dos viadutos, das arvores, de marquises avançadas, etc. Esse fenômeno gera uma deficiência da pilotagem, instintivamente o piloto acredita que se encontra em um piso com determinada característica e sem que ele perceba, esse padrão de umidade muda bruscamente e compromete assim toda a segurança da pilotagem.  

 

Perigos escondidos:    

Outro problema muito comum em dias de chuvas com muito volume é que em determinados locais esse volume faz a água subir mais que o nível do solo e acabam escondendo grandes buracos que são verdadeiras armadilhas para as motocicletas. Para evitar esse problema procure sempre transitar pelo local onde a maioria dos veículos e motocicletas estão passando.

 

O capacete e a viseira:         

Com chuva os complicadores para a pilotagem se multiplicam, sendo importante também à qualidade do capacete e o estado de conservação e limpeza da viseira, na chuva é necessário abaixar totalmente a viseira o que normalmente poderá embaçar a viseira. Mantenha abertas todas as entradas de ar de seu capacete. Esse é um dos motivos que justificam a utilização de capacetes de boa qualidade e com a viseira totalmente limpa e tratada com produtos anti-embaçantes.

 

Faixas brancas de sinalização:      

Um cuidado redobrado deve-se ter com as famosas faixas brancas na pista, de sinalização de transito, sem chuva elas já derrubam muitos motociclistas, com chuva é praticamente impossível manter-se sobre elas, em hipótese alguma transite em alta velocidade no mesmo sentido dessas faixas em especial nas curvas, procure sempre cruzá-las, é mais seguro.

 

A conservação e a qualidade dos pneus:          

As chuvas são um daqueles momentos que percebemos a verdadeira importância de se adquirir pneus de boa qualidade, e também de não utilizar pneus que já atingiram seu desgaste total. Cuidado também com alguns pneus que são normalmente comercializados como pneus de chuva, mas na realidade não são. Pois esses pneus irão dar uma falsa sensação de segurança.

 

Não cometa imprudências:   

Ninguém pode garantir uma conduta segura debaixo de chuva, existem muitas variáveis a serem analisadas, como o tipo de motocicleta, o piso, a quantidade de água, as condições locais, a forma de condução, etc. Se você perceber que sua motocicleta não está respondendo perfeitamente aos seus comandos ou você sente-se inseguro, não pense duas vezes, pare imediatamente, ligue o pisca alerta, e aguarde a situação do tempo melhorar.

 

Tomás André dos Santos – tasmotos

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Economia de água na lavagem de Motocicletas

 

Com o atual crescimento da consciência ecológica, a busca pela redução no consumo de água tem se tornado um dos itens mais discutidos, nós motociclistas temos que dar nossa contribuição para redução do consumo de água e por conseqüência melhorar nossa vida no planeta.

 

A quem se Destina:

Esta matéria se destina aos motociclistas que gostam de lavar artesanalmente suas motocicletas na própria residência, que desejam continuar a fazer essa atividade visando à redução do consumo de água. Portanto esta matéria não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto e nem discutir técnicas avançadas, modernas e futurísticas para lavagem de motocicletas.

 

Fundamentos:

Nos últimos anos, ao executar as lavagens de motocicletas, passei a me preocupar com o consumo de água, comecei a buscar soluções praticas que pudessem ajudar na economia de água. Na busca dessas soluções, descobri que estava fazendo uma reformulação em todo o conceito que tinha sobre essa atividade. Assim através desta matéria estou tentando consolidar esses pensamentos, formatos e procedimentos a fim de transmitir para outros motociclistas.

 

Principais Recursos Utilizados:

Os dois principais recursos utilizados para desenvolver esse objetivo foram:

1º - Redução da importância da lavagem na limpeza como um todo.

2º - Adoção de medidas especificas, visando a redução direta do consumo de água. 

 

Alteração na forma de designar a atividade:

Em vez de usar o conceito “lavar”, devemos passar a usar o conceito “limpar”. Quando usamos “lavar”, estamos pensando em consumir água. Quando usamos “limpar”, estaremos buscando soluções sem a utilização de água.

 

O Conceito da Limpeza a Seco:

Percebi que o que estava tentando buscar é algo parecido com o conceito da limpeza a seco, muito difundida atualmente na limpeza automotiva. Onde em vez de água usam-se produtos especiais e específicos para a atividade, substituindo assim o uso de água.

 

Mudança do conceito na forma de limpar:

O mais importante deve ser a mudança na forma de como imaginamos cada etapa da limpeza. Todo motociclista ao lavar sua motocicleta adota o seguinte formato: primeiro lava muito bem todas as peças e componentes, depois enxuga rapidamente e por fim encera só a parte pintada. E dessa forma imagina que é na lavagem onde se usa a água que devera ser solucionado todo problema de sujeira encontrado na motocicleta. O que se propõe é executar essa etapa de lavagem com água de forma mais rápida, e melhorar a eficiência da atividade nas outras etapas posteriores feitas sem uso de água.

 

Novo formato das etapas:

Formato anterior   :  1 – “Lavar”          –>   2 – “Enxugar”  –>  3 – “Encerar”.

Formato proposto :  1 – “Pré Limpeza” –>   2 – “Limpeza”  –>  3 – “Acabamento”.

1 - De “Lavar” para “Pré Limpeza”: Onde antes fazíamos uma lavagem muita bem feita e detalhada, usando-se muita água, devemos agora fazer um trabalho mais rápido, não muito detalhado, ou seja, não se buscara a perfeição ainda nessa etapa.

2 - De “Enxugar” para “Limpeza”: Onde apenas enxugávamos rapidamente, agora vamos fazer um trabalho mais detalhado, com pano úmido, pinceis e escovas, vamos remover detalhes que ficaram na etapa anterior. Ou seja, vamos realmente proceder a limpeza.

3 - De “Encerar” para “Acabamento”: Onde antes apenas nos preocupávamos com o acabamento das partes pintadas com uso de ceras, agora, com o uso de produtos específicos, iremos melhorar o aspecto visual de todas as peças e componentes da motocicleta.

 

Exemplos práticos da mudança proposta:

1 - Os locais que tinham muita graxa e óleo fazíamos a limpeza completa ainda na etapa de lavagem. Agora na etapa de acabamento, removeremos a sujeira remanescente com o uso de querosene e pincel dos locais que ainda ficarem com resíduos de graxa ou óleo.

2 - Quando a frente da motocicleta estava impregnada com insetos ressecados colados à pintura. No formato anterior, durante a lavagem, com o uso de água, xampu e esponja removíamos detalhadamente todas as impregnações de insetos. No novo formato, durante a lavagem removemos a parte mais fácil e volumosa desses insetos, durante a etapa de acabamento com o uso de cera, removeremos o restante mais colado e impregnado.

 

Medidas especificas para redução do consumo:

Para reduzir o uso de água na “Pré Limpeza”, passei a adotar medidas simples, mas eficientes, como a colocação de bico redutor de água na mangueira. O volume de água é mínimo, a água sai quase como um vapor. Só com essa medida consegui uma redução de cerca de setenta por cento na vazão de água. Instalei um registro com alavanca de acionamento rápido bem próximo onde a moto é lavada. Primeiro desenrolo a mangueira, posiciono ela próximo a moto e só então abro o registro. Procurei definir e estipular tempos para o uso da mangueira ligada para cada etapa, e defini uma quantidade máxima de água que uso no balde.

 

Sugestão de procedimento para a “Pré Limpeza”:

Molhar rapidamente a moto em menos um minuto. Fechar imediatamente o registro da mangueira. Executar tranqüilamente a etapa de aplicação dos produtos com pinceis e escovas. Realizar um rápido pré enxágüe em menos de um minuto. Colocar apenas três litros de água em um balde, acrescentar o xampu e com a mangueira desligada, fazer a lavagem geral com a esponja, lembrando que quanto menos xampu usar mais fácil será o enxágüe. Fazer o enxágüe final no maximo em um minuto e meio.  Após algumas medições conclui que conforme o nível de sujeira, consigo lavar uma motocicleta utilizando algo em torno 10 a 12 litros de água, ou seja, muito menos que muitos marmanjos usam para tomar um banho.

 

Novo formato e sugestões para o “Acabamento”:

Nesta matéria abordei diretamente o tema sobre economia de água. Nesse novo formato o “Acabamento” passa a ter uma ação mais importante no processo de limpeza, dessa forma estou concluindo nova matéria com dicas de materiais, produtos e ações especificas para ser utilizadas no “Acabamento”. Assim que essa matéria esteja concluída estarei disponibilizando para todos.

 

Tomás André dos Santos – tasmotos

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Conceitos sobre Conservação de Motocicletas

O Motociclismo como Paixão

A motocicleta deve ser vista como um elemento que concentra em si diversos aspectos, em especial sobre o ponto de vista cultural e conforme sua utilização.

Deixando de lado a velha e apaixonada discussão sobre o tema “Motociclista ou Motoqueiro” e a controvertida questão do preconceito, o que se observa é que sobre o ponto de vista cultural e de sua utilização podemos realmente visualizar dois grupos bem distintos de usuários de motocicletas.

O primeiro desses grupos é formado por aqueles que utilizam a motocicleta como meio de locomoção, transporte e uso profissional, no Brasil esse grupo é mais recente, sendo o de maior volume e o que mais cresce, é nesse grupo que se verifica o maior índice de acidentes envolvendo as motocicletas.

O outro grupo é o formado por aqueles que têm a motocicleta como hobby, em geral utilizam a motocicleta para o lazer, passeios, viagens e pratica de esportes. Normalmente são apaixonados por tudo que diz respeito a esse veiculo, são mais antigos no Brasil, são em numero menor, e se preocupam mais com a segurança na pilotagem.

É bom ressaltar que existem motociclistas que “transitam” e se “encaixam” perfeitamente nos dois grupos citados.

É no segundo grupo que encontramos um numero maior de pessoas “apaixonadas” pela motocicleta e interessadas com sua conservação e manutenção, que envolvem cuidados com a mecânica e com sua apresentação visual. Para essas pessoas cuidar da motocicleta é uma atividade prazerosa, o objetivo deles é entreter-se com tudo que diz respeito ao universo das motocicletas. 

 

Manutenção e Conservação como Objetivo

Um dos fatores que difere os motociclistas que tem a motocicleta como hobby é que uma de suas metas principais é a manutenção e conservação constante de suas motocicletas. Quase sempre pilotam de maneira prudente, procurando evitar desgastes e sobrecargas desnecessárias aos componentes mecânicos. Para esse tipo de motociclista conseguir bons números nos indicadores de conservação das peças e componentes de sua motocicleta é uma meta constante. Em geral gostam de analisar e comparar o desgaste e a durabilidade de componentes, como o motor, o conjunto de transmissão secundário, os pneus, os freios, a embreagem, etc. É muito importante compreender que essa atividade, necessariamente não esta ligada à economia e redução de gastos, mas acima de tudo ao simples prazer de alcançar uma meta ou objetivo. Preocupam-se também em utilizar a moto buscando a conservação em pequenos detalhes, como, por exemplo, não deixar a moto no sol, evitar transitar por locais molhados ou com barro, etc. Importante ressaltar que não se deve confundir esse prazer com “obsessão” ou “fanatismo”, o verdadeiro motociclista sabe dosar e conciliar essa paixão com equilíbrio e maturidade.

 

Acumulando e trocando informações

Essa característica é uma das mais marcantes do motociclista, ela é responsável pelo surgimento de outras características como, por exemplo, o companheirismo. Para saciar a vontade de conhecer e acumular informações sobre o assunto, a forma mais usada é o intercambio com outros motociclistas, onde se pode fazer a troca de informações e de “quebra” fazer novos amigos e parceiros, esse fenômeno é muito conhecido pelos motociclistas, alguns se juntam em grupos em determinados “Pontos de Encontro”, outros se juntam em associações conhecidas como “Motos Clubes”, e atualmente se multiplicam na Internet os diversos “Fóruns de Discussão” específicos para motociclismo.

 

Conservação e Segurança:

A busca da conservação através de diversos cuidados em especial pelo habito de fazer manutenção preventiva é o fator mais associado à pilotagem com segurança. Todos indicadores estatísticos têm constatado que uma grande quantidade dos acidentes envolvendo as motocicletas está relacionada com a falta de manutenção. É impossível questionar esse argumento, tecnicamente sabemos, por exemplo, que quando existe a necessidade de uma freiada emergencial rápida e brusca, as motocicletas que estiverem com os freios e pneus em melhores condições serão as que conseguirão parar em um espaço menor, e assim conseguir evitar um possível acidente.

 

Os Elementos da Conservação

Quando se fala em conservação da motocicleta como meta ou objetivo devem-se visualizar todos os elementos que compõem esse conjunto. De um modo geral temos a forma de pilotar e conduzir, a manutenção mecânica preventiva, a qualidade de peças, componentes, óleos e combustíveis utilizados, os cuidados no dia a dia, e a preocupação com a apresentação visual da motocicleta.

 

A utilização constante da Motocicleta

Importante ressaltar que na realidade o maior prazer desses motociclistas é rodar com sua motocicleta, ou seja, aproveitá-la o maior tempo possível. Suas metas de conservação estão sempre relacionadas com a quilometragem obtida. De nada adiantara a motocicleta estar com muita idade, conservada, mas sem uso, mesmo porque a falta de utilização é um dos fatores que mais contribuem para a deterioração dos materiais e componentes da motocicleta.

 

A Lavagem na Conservação

Dentre os muitos cuidados que esses motociclistas tem com sua motocicleta, destacamos a preocupação com a conservação das peças e componentes e a apresentação visual da motocicleta. Esse objetivo é alcançado com cuidados diários na utilização da motocicleta e com sua lavagem periódica. É muito importante ter em mente que a lavagem deve ser vista como uma atividade que busca a conservação da motocicleta, ou seja, a lavagem periódica, mais que o embelezamento, visa conservar a motocicleta. Não se deve deixar de lavar a motocicleta por um período muito grande, com o passar do tempo os sedimentos de sujeira vão se “fundindo” nas peças e a partir de um certo tempo será impossível removê-los. Em geral o próprio motociclista realiza essa atividade, mas pode-se também ser feito por terceiros, de preferência são escolhidos os locais especializados como as oficinas de motocicletas e os locais específicos para lavagem de motocicletas. Normalmente evita-se levar em lava rápido de automóveis ou em postos de combustível, pois alem de utilizarem produtos e equipamentos inadequados, em geral eles não tem preparo e conhecimento sobre os cuidados especiais que se deve ter com uma motocicleta.

 

O Comprometimento dos Componentes pela ação da sujeira

Com o passar do tempo, em virtude da falta de lavagem, os sedimentos e micro-sedimentos vão se incrustando e se fundindo nos materiais, em especial nos locais de temperatura elevada como o motor e seus componentes. A motocicleta é constituída também por grande volume de peças e componentes metálicos das mais diversas composições, que em sua maioria tem a parte externa exposta, ou seja, sem proteção de pintura ou verniz, nesses locais a sujeira sedimentada funciona como pontos retentores de umidade, que serão responsáveis pelo inicio do processo de oxidação (ferrugem).

 

Como a Lavagem Funciona

A lavagem tem como objetivo remover as incrustações de sedimentos e micro sedimentos, e evitar o comprometimento de peças e componentes. Portanto é necessário que esses sedimentos sejam realmente removidos. Para isso temos que entender alguns conceitos básicos. Não são os produtos que limpam, eles tem uma função auxiliar no processo. A atividade “mecânica” pela abrasão é realmente quem ira remover os sedimentos. Portanto, na hora de lavar devem-se passar pinceis, escovas e esponjas com muita eficiência em todos os locais. Na hora de enxugar dever-se passar bem o pano em todas peças ainda úmidas. Na hora de encerar, deve-se aplicar e retirar a cera tendo em mente que seu objetivo é remover toda sujeira incrustada, ou seja, encerar é limpar, e não “polir” como muitos pensam.

 

A Qualidade e Eficiência da Lavagem

Não se deve ter ilusão sobre a atividade de lavagem da motocicleta, para que ela seja  eficiente e esteja realmente comprometida com a conservação, ela deve ser executada periodicamente e não pode ser feita de forma rápida e sem um conhecimento mínimo. E também não se devem utilizar equipamentos e produtos que podem danificar seus componentes. O mais importante é entender que não existem milagres, para obter qualidade e eficiência na lavagem deve-se fazê-la de forma correta e adequada, senão alem de não conseguir os objetivos de conservação corre-se o risco de danificar peças e componentes da motocicleta.

 

O  prazer de andar de Motocicleta.

Para o verdadeiro motociclista não existe sensação mais agradável que o prazer de andar com sua motocicleta em um dia perfeito com o céu limpo, sol e temperatura agradável. Para quem realmente conhece essa sensação sabe também que se a motocicleta estiver limpa, bonita e bem conservada, esse prazer é ainda muito maior.  

 

Tomás André dos Santos – tasmotos

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Pilotagem com Segurança para Novatos

 

Amigos,

 

Na ultima semana mais um jovem motociclista, filho de um amigo, perdeu sua vida em acidente de motocicleta. Entre os muitos amigos e pessoas de meu circulo de amizade que perderam suas vidas em acidente de motocicletas, posso garantir que a maioria tinha menos de 20 anos de idade.  Vamos fazer nossa parte para tentar reduzir os acidentes com motociclistas, leia, discuta, divulgue esta minha matéria e outras sobre o assunto.

 

Abraços,

 

tasmotos

 

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Pilotagem com Segurança para Novatos

 

O crescimento do motociclismo e suas implicações:

A cada dia que passa tem aumentado o volume de motocicletas em nossas ruas e por conseqüência tem aumentado também o numero de acidentes com as motocicletas.

Um dos motivos da elevada ocorrência de acidentes com as motocicletas em nosso país é a falta de uma cultura consolidada no uso da motocicleta.

Movidos pela necessidade de transporte eficiente e de baixo custo, muitos jovens compram suas motocicletas sem saber exatamente o que é uma motocicleta e sem saber que terão em suas mãos um veiculo extremamente perigoso, quando não utilizado de forma adequada.

 

A motocicleta  é perigosa:

Essa é a dica mais importante para quem vai passar a utilizar uma motocicleta. Nunca subestime essa característica. Não se deve subir em uma motocicleta sem ter a consciência que se trata realmente de um veiculo perigoso e que nos expõe a um volume muito grande de riscos. Por menor que seja o acidente é impossível não ocorrerem conseqüências mais sérias.

 

Motocicleta não é automóvel:

A motocicleta não oferece a mesma segurança que um veiculo de quatro rodas que se sustenta sozinho, onde os ocupantes estão protegidos pela carroceria. Estudos demonstram que pilotar motocicletas exige maiores habilidades do que conduzir automóveis. Nunca é demais ressaltar que a motocicleta não fica de pé sozinha e sua tendência natural é cair.

 

Os Comandos:

Se você já dirige automóvel e vai pilotar uma moto pela primeira vez procure se familiarizar com todos os comandos. Os comandos da motocicleta são totalmente diferentes dos automóveis, as atividades realizadas com os pés e as mãos são diferentes, portanto nosso cérebro demora certo tempo para se adaptar. Já vi muitos acidentes com jovens motociclistas que não conseguiram parar a moto simplesmente porque “esqueceram” de usar o freio dianteiro pelo fato de seu acionamento ser feito  pela mão.

 

A manutenção da motocicleta:

Os componentes mecânicos da motocicleta têm uma ação muito mais direta e importante na condução do veiculo. Não utilize sua motocicleta sem os devidos cuidados com a manutenção preventiva. Especialmente nunca utilize sua motocicleta quando os freios ou pneus não estiverem em condições excepcionalmente adequadas.

 

A Carteira de Habilitação:

De posse da carteira de habilitação os jovens motociclistas acreditam que já estão totalmente aptos para pilotar, isso é um grande engano, em geral as auto-escolas não ensinam a pilotar, elas apenas ensinam como passar no exame.

 

Ganhando experiência:

Pelo fato da maior dificuldade de se conduzir uma motocicleta, antes de começar a usá-la rotineiramente no transito pesado, é aconselhável que se pratique bastante em locais seguros com transito mais tranqüilo. Apenas enfrente o transito pesado após se familiarizar bastante com a condução da motocicleta, ou seja, não utilize a motocicleta rotineiramente se não tiver bastante experiência e acima de tudo se não se sentir seguro para isso.

 

Pilotando com garupa:

A motocicleta é um veiculo proporcionalmente bem mais leve que os automóveis, portanto o peso transportado tem uma influencia muito maior na sua condução. Só passe a transportar garupa quando já tiver adquirido boa experiência na pilotagem. O peso adicional da garupa altera totalmente a dinâmica da motocicleta e exige muito mais dos componentes mecânicos, em especial freio, pneus e suspensão. Já vi muitos acidentes onde o piloto não conseguiu parar a tempo a motocicleta por nunca ter andado com garupa.

 

Pilote de forma tranqüila:

Em virtude dos altos riscos, a pilotagem da motocicleta não permite margens para erros, pois eles sempre serão fatais. Então se acostume a pilotar de forma compenetrada, fique sempre “focado” na pilotagem. Procure não desviar sua atenção e acima de tudo pilote de forma tranqüila, os mais corriqueiros acidentes ocorrem porque perdemos nossa concentração por estar preocupado com alguma outra coisa. Programe sempre seus horários, nunca saia atrasado para seus compromissos, pilotar com pressa e preocupado são uma formula perfeita para se evolver em acidentes. Aqui vale a “Lei de Murphy”, se alguma coisa pode dar errado, com certeza vai dar.  

 

Pilote de forma preventiva:

Procure pilotar tentando prever todas suas ações futuras. Procure sempre imaginar o “cenário” futuro de sua rota. Procure pilotar tentando interpretar as ações de todos fatores que compõe a sua rota.

Procure sempre visualizar o mais a frente possível. Aprenda a “enxergar” prováveis situações de risco como um cachorro caminhando na calçada ou acostamento e a qualquer momento pode entrar na pista, ou de um veiculo encostado cujo motorista esta prestes a abrir a porta e fechar sua rota, etc. Somente a pilotagem de forma preventiva pode realmente diminuir os riscos de acidentes.

 

Respeite sempre as regras de transito:

Parece besteira, mas lembre-se que toda a dinâmica no transito se baseia em regras que definem a participação de cada um nesse processo. Em geral os outros motoristas executam suas ações baseadas nas regras existentes, quando desvirtuamos essas regras aumenta muito o risco de nos envolver em acidentes.

 

Os motoristas não “enxergam” as motocicletas:

Estudos demonstram que a maioria dos motoristas em geral acaba condicionando seu cérebro a “enxergar” somente os veículos grandes como automóveis, caminhonetes, caminhões e ônibus. Muitos acidentes são causados porque os motoristas não conseguiram perceber a presença de animais, pedestres, ciclistas ou motociclistas. Evite sempre transitar e ultrapassar pela direita dos veículos.  Mantenha sempre o farol aceso. Use roupas coloridas e com faixas refletivas.

 

Não confie nos outros motoristas:

Imagine sempre que os outros condutores não estão vendo você, imagine que eles a qualquer momento vão cometer erros. Preste muita atenção nos cruzamentos, mesmo que a preferencial seja sua, reduza a velocidade e cruze com cuidado. Lembre-se que em caso de acidentes envolvendo a motocicleta e um automóvel, não importa quem esteja com a razão, os motociclistas sempre serão os maiores prejudicados.

 

Equipamentos de segurança:

Se você optou em comprar e utilizar uma motocicleta tem que tem consciência que é um veiculo que exige para sua utilização o uso de vestimenta adequada.  Capacete, jaqueta adequada, sapato ou bota resistentes são itens imprescindíveis. Não pilote sua motocicleta sem estar utilizando equipamentos mínimos de segurança. Esqueça o romantismo, a questão cultural e a questão climática, saiba que pilotar a motocicleta usando camiseta, bermuda ou chinelo é um ato de altíssimo risco.

 

Conhecendo os pisos:

Como a motocicleta depende do equilíbrio para não cair, a condição do piso é muito importante para a pilotagem com segurança. Aprenda a visualizar todos tipos de perigo que você pode encontrar nos pisos como: locais molhados, areia na pista, óleo na pista, calçamentos de pedra, faixa brancas de sinalização, etc. Procure transitar nas faixas de rodagem dos pneus dos automóveis, evite as laterais da pista, pois normalmente é onde a areia fica depositada, e evite o centro da pista, pois normalmente existe o respingo de óleo dos motores dos veículos.

 

Pilotando com chuva:

Para o motociclista a chuva é um acontecimento que tem uma influencia muito grande, ela altera totalmente as condições de pilotagem. Devemos redobrar todos os aspectos com a segurança na pilotagem com chuva. Os pneus e freios perdem boa parte de sua eficiência, o piso fica escorregadio, a visibilidade diminui e muitas outras dificuldades acontecem. Em condição de chuva reduza a velocidade e procure pilotar com muito mais cuidado e atenção.

 

Excesso de confiança:

Aprenda a controlar sua adrenalina e suas emoções, preserve sempre suas habilidades, não basta pilotar bem, é necessário conseguir distinguir com clareza todas as situações de risco. Normalmente após algum tempo pilotando motocicletas sentimo-nos mais à vontade e seguros e então “baixamos a guarda”, quando isso acontece os acidentes são inevitáveis.

 

Respeite a motocicleta e os seus limites:

Se você pilotar respeitando a características especiais da motocicleta e acima de tudo respeitando seus próprios limites, alem de ter em suas mão um excelente meio de transporte terá um veiculo que poderá proporcionar diversas alegrias por muitos e muitos anos.

 

Tomás André dos Santos – tasmotos

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Tabela p/ Manutenção de Motocicletas

Tabela para Manutenção e Conservação de Motocicletas. 

 

Para os verdadeiros motociclistas, a manutenção e conservação da motocicleta é uma atividade constante.

Itens com sugestões e dicas de atividades ligadas à manutenção e conservação da motocicleta.

Tabela para consulta rápida em ordem alfabética.

 

Bateria:

Examinar periodicamente a integridade da mangueira de respiro da Bateria.

Examinar periodicamente o nível da Solução da Bateria.

Nunca tentar abrir a Bateria quando esta for do sistema “selado”.

 

Cabos:

Examinar periodicamente as folgas dos cabos do acelerador, embreagem, freio, e afogador.

Lubrificar periodicamente os cabos do acelerador, embreagem, freio, afogador, conta giros e velocímetro.

Realizar a troca dos cabos quando o desgaste estiver  elevado. (acelerador, embreagem, freio, afogador).

 

Carburador:

Proceder periodicamente à limpeza e regulagem do (s) carburador (es).

 

Escapamento:

Procurar utilizar sempre escapamentos com as características compatíveis com as originais.

 

Filtros:

Examinar periodicamente o estado de conservação dos Filtros em geral.

Fazer a  substituição, nos prazos recomendados, dos Filtros em geral (ar, combustível, óleo).

Limpar periodicamente, com ar comprimido, o Filtro de Ar.

Não utilizar a motocicleta sem o filtro de ar.

 

Freios:

Examinar  periodicamente a regulagem dos freios e o estado de conservação das pastilhas e lonas.

Examinar periodicamente a integridade das juntas dos reservatórios do fluido do freio.

Examinar periodicamente o nível do liquido de fluido de freio.

Realizar a substituição das lonas e pastilhas de freios quando estiverem com desgaste elevado.

Reduzir a velocidade gradativamente, evitar paradas bruscas, e o conseqüente desgaste excessivo dos freios.

 

Geral:

Examinar periodicamente o reaperto dos parafusos básicos mais importantes da motocicleta.

Não deixar a motocicleta muito tempo parada sem utilização.

Não transportar objetos de maneira inadequada e insegura, utilizar bauletos, bolsas e alforjes.

Nunca utilizar chaveiros pesados, esse procedimento compromete a durabilidade do “miolo” de contato.

Nunca utilizar produtos químicos de uso profissional ou industrial na lavagem de sua motocicleta.

Realizar nas concessionárias da marca, as revisões obrigatórias com a finalidade de não perder a garantia.

Realizar periodicamente manutenções preventivas junto a um mecânico de confiança.

Realizar periodicamente uma lavagem completa na motocicleta.

 

Injeção Eletrônica:

Proceder periodicamente à limpeza e regulagem do(s) bico(s) de injeção eletrônica.

 

Lâmpadas:

Examinar periodicamente o funcionamento de todas as lâmpadas da motocicleta.

Não substituir as características das lâmpadas originais sem orientação técnica.

 

Motor:

Não conduzir rotineiramente a motocicleta em regime constante de alta rotação.

Não elevar os giros do motor logo a pós a partida inicial, aquecer o motor aumentando gradativamente a rotação.

Procurar utilizar combustível de boa qualidade evitando os postos de combustíveis “sem bandeira”.

Utilizar preferencialmente o cavalete central, a fim de nivelar e equalizar o combustível nos carburadores.

Verificar no manual de proprietário as velocidades e o giro ideal para amaciamento do motor.

 

Óleo do Motor:

Efetuar a troca do óleo do motor na quilometragem recomendada pelo fabricante da motocicleta.

Examinar periodicamente o nível do Óleo do Motor.

Realizar a troca de óleo, com as marcas e especificações feitas pelo fabricante da motocicleta.

 

Pneus:

Examinar  periodicamente a Pressão dos Pneus (Calibragem).

Examinar  periodicamente o estado de conservação dos Pneus

Realizar imediatamente a troca dos pneus quando os mesmos estiverem com desgaste elevado.

Utilizar sempre os pneus com as características especificadas pelo fabricante.

 

Radiador: 

Examinar periodicamente o nível do liquido arrefecimento.

 

Rodas:

Examinar periodicamente nas rodas raiadas, o alinhamento do aro e o aperto dos raios.

Exigir que as montagens de rodas e pneus sejam feitas somente com maquinas.

Refazer o balanceamento das rodas em todas as trocas de pneus.

 

Suspensões:

Engraxar periodicamente os bicos de graxa nas suspensões que contam com esse dispositivo.

Examinar periodicamente a capacidade de ação e trabalho das suspensões.

Examinar periodicamente o alinhamento da suspensão dianteira.

Examinar periodicamente o nível de óleo dos amortecedores dianteiros.

 

Tanque de Combustível:

Examinar e limpar  periodicamente todo o sistema da torneira de combustível.

Lavar periodicamente a parte interna do tanque de combustível.

Procurar andar sempre com o tanque cheio, evitar que entre na reserva.

 

Transmissão Secundaria por Corrente:

Efetuar periodicamente a lavagem da transmissão secundaria, retirando toda lubrificação antiga.

Efetuar a troca do conjunto de transmissão quando não for mais possível esticar a corrente.

Examinar  periodicamente o estado de conservação dos componentes do conjunto de transmissão.

Lubrificar, com óleo Sae 90, a cada 500 km a corrente de transmissão.

Realizar periodicamente a regulagem da folga na corrente de transmissão.

 

Transmissão Secundaria por Cardã:

Efetuar a troca do óleo da caixa na quilometragem recomendada pelo fabricante da motocicleta.

 

Transmissão Secundaria por Correia:

Examinar periodicamente possível folga da correia de transmissão.

Efetuar a troca da correia na quilometragem recomendada pelo fabricante da motocicleta.

 

Importante:

A relação acima deve servir apenas como um lembrete e um rápido check-list.

Com objetivo de que a relação seja genérica e consiga abranger o maior numero de motos e situações, a mesma não pode ser rica em detalhares, como prazos, quantidades, etc.

É impossível concluir que esta lista seja completa com todos itens necessários para manutenção e conservação de todos tipos e modelos de motocicletas.

  

Tomas André dos Santos – tasmotos

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Conservação do Visual dos Motores de Motocicletas

 

 

 

Com exceção das motocicletas esportivas que tem seu motor envolvido pela carenagem, as demais categorias de motocicletas, têm o motor totalmente aparente, dessa forma o motor acaba fazendo parte do visual total da motocicleta. Inclusive, sendo essa uma das características mais marcantes das motocicletas.

Quando falamos da aparência geral dessas motocicletas, significa que de não adianta deixar tanque, laterais e rodas limpos e bonitos se o motor também não tiver com uma boa aparência.  

Em razão do motor e seus componentes trabalharem em regime de altas temperaturas, sua conservação e limpeza merecem uma atenção especial.

 

- Motores Novos

O motor novo (zero km) vem de fabrica com alguns detalhes que devem ser observados, como o excesso de graxas e óleos utilizados na montagem, excesso de cola nas juntas do motor e também os adesivos em geral colados no motor.

Em virtude da temperatura elevada, esses componentes podem fundir-se, formando incrustações nas paredes externas, processo esse que iniciara a geração de manchas no motor.

Logo após a retirada da motocicleta da concessionária, é aconselhável fazer uma lavagem detalhada no motor da motocicleta com a finalidade remover todos esses detalhes. Para isso utilize uma mistura de querosene com sabão liquido com concentração maior de querosene, muitos pinceis e escovas.

 

- Tipo de refrigeração

Outro fator determinante na conservação do visual dos motores esta relacionado ao tipo de refrigeração do motor.

O motor de refrigeração a ar em geral apresenta temperaturas bem mais elevadas em suas peças externas do que o motor de refrigeração liquida. As ligas dos materiais também são diferentes, as ligas dos motores refrigerados a ar se dilatam mais que a liga dos motores de refrigeração liquida. Nos motores a ar as aletas de refrigeração dos cilindros são maiores que nos motores de refrigerados liquida. Nos motores a ar, com a finalidade de reter maior capacidade de ar, os materiais apresentam uma “rugosidade” e “porosidade” maior. Todos esses detalhes juntos irão fazer que a parte superior dos motores refrigerados a ar seja mais difícil de serem conservados. Em conseqüência, esse fator exige maior atenção e cuidado na conservação dos motores de refrigeração a ar, em especial na sua parte superior, ou seja, nas aletas dos cilindros.

 

  - Terra: O grande inimigo

Apesar de muitos motociclistas se preocuparem com o acumulo de graxa e óleo no motor, na realidade o maior vilão da conservação do motor é a terra. Por mais sujo de graxa e óleo que o motor esteja, basta uma boa lavagem que ele fica bonito novamente.

Já a terra e o barro em contato com as peças que atingem grandes temperaturas como as aletas dos cilindros dos motores a ar e os escapamentos, se transformam em cerâmica e se fundem com essas peças, tornando muito difícil sua remoção.

Para contornar esse problema, é de vital importância que o motor seja lavado o mais breve possível, sempre que receber terra ou barro nessas partes.

A sedimentação de terra no motor muitas vezes ocorre de forma gradativa, num primeiro momento o motociclista não percebe o problema, depois de algum tempo o motor fica todo “avermelhado”, isso é muito comum de ser verificado nas motos off-road.

  

- Os Motores Harley Davidson

Os motores das motocicletas Harley Davidson estão entre os que apresentam umas das mais altas temperaturas na sua parte externa. Atualmente, esses motores têm dois tipos de acabamento, um deles é a pintura em preto fosco, o outro é a liga de alumínio na cor natural. Após o uso em dias de chuva ou locais onde os motores recebem terra e barro, é muito importante que essas partes sejam imediatamente lavadas, caso contrario ocorre rapidamente o processo de “colagem” desse material com a pintura preta ou com o alumínio natural, deixando-o permanentemente “avermelhado”.

 

- Escapamentos

Por atingirem temperaturas elevadíssimas, os escapamentos são os locais de mais difícil conservação, em especial na sua parte mais próxima à saída do motor. Dificilmente os escapamentos ficam “bonitos” a vida toda.  Os escapamentos cromados são os mais fáceis de serem limpos, pode-se utilizar palha de aço grossa conforme descrito em matéria especifica que tenho sobre o assunto. Os Escapamentos de aço inox e os de alumínio são mais complicados de serem limpos, pois qualquer tipo de escova ou bucha risca facilmente os mesmos. Em muitas situações pode-se usar massa de polimento para limpeza desses escapamentos. Existe ainda o escapamento pintado de preto fosco, esses são os mais difíceis de serem limpos, pois sua tinta, que tem base mineral se solta com facilidade com o atrito de buchas. Pode-se usar uma bucha tipo scoth-britte que esteja velha, ou seja, com menor poder de abrasão, prestando atenção para não fazer muita pressão ao aplicar.

 

- Limpezas milagrosas

Em virtude da dificuldade de remover graxa ou terra de motores, muitos motociclistas e locais de lavagem, acabam apelando para produtos químicos mais fortes como desengraxantes pesados tipo “solupan”, ou produtos para limpar alumínio tipo “ativado”. O uso desses produtos é totalmente desastroso para muitos componentes dos motores das motocicletas. Não só comprometem visualmente as peças, mas também prejudicam a vida útil de muitas delas.

 

- Lavar sempre

O grande segredo da conservação do visual externo dos motores de motocicletas é a lavagem freqüente. Somente a lavagem freqüente evita a sedimentação continua de materiais diversos que com a ação da temperatura vão se fundindo no motor. Sendo de vital importância a lavagem do motor da motocicleta logo após uma chuva quando o motor recebe muita lama ou barro das ruas e estradas sujas.

 

Tomás André dos Santos - tasmotos

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Remoção de Plasticos Grudados no Escapamento Cromado

É um problema muito comum, mas que tira o sono de muitos motociclistas em especial o pessoal das custons, e todos que tem escapamento cromado.

Por causa do plástico derreter e enrijecer o mesmo se funde com o cromo, dessa forma produtos químicos líquidos em geral não resolvem, a maiorias dos motociclistas já tentaram de tudo, álcool, gasolina, thiner, querosene, desengraxante, removedor, solvente de plástico, etc.

Outra tentativa muito comum é ligar a moto e aquecer o escapamento para tentar amolecer o plástico e removê-lo, esse recurso às vezes funciona, se o plástico grudou recentemente. Se o mesmo já ficou preto e sólido, não adianta tentar esse procedimento, você apenas corre o risco de queimar as mãos.

Conheço muitos motociclistas que foram ao extremo e utilizaram lã de aço tipo “bom-bril”, buchas tipo “scoth-brite”, ou até lixa fina, não precisa nem dizer que em todos esses casos os resultados foram catastróficos, ficando a peça danificada para sempre.

Já “quebrei a cara” muitas vezes tentando resolver esse problema, após cerca de três anos já lavando motos profissionalmente, e com quase duas mil motos lavadas, aprendi a solucionar esse perturbador problema.

Importante ressaltar que não fui eu que descobri essa formula, ela me foi passada por um moto-boy, eles já utilizam esse procedimento há muitos anos, eu fiz muitos testes antes de incluí-lo nos procedimentos padrões utilizados nas motos de clientes.

Atualmente faço isso com bastante freqüência, e posso garantir que não fica nenhum risco no cromado.

Antes de seguir adiante, e passar a dica, é muito importante que você não realize o trabalho sem ler atentamente todas informações abaixo, ressalvando que o importante não é o que se usa, mas como se usa.

O material utilizado para esse trabalho é a palha de aço média ou grossa.
-Não pode ser fina, tem que ser grossa ou média, quanto mais grossa mais segura.
-Deve ser utilizada a seco.
-Não pode ser utilizada com muita pressão e esforço.
-Não se deve utilizar continuadamente o mesmo pedaço até seu desgaste total.
-Fazer vários chumaços e enrolar em “bolas” pequenas. Muito cuidado para não cortar as mãos ao separar os chumaços (já fiz cortes profundos em minhas mãos).
-Quando uma “bola” estiver amassada joga-se fora, e pega outra.
-É um trabalho de “paciência”, vai se desgastando o material plástico solidificado como se estivesse lixando, demora, mas é assim mesmo.
Esse trabalho só pode ser feito em peças Cromadas. Não se deve fazer em peças de Inox, como o escape da Bmw, alumínios, ligas leves, e outros não identificados.

Atenção: Importante: Como falei antes a “sacada” não esta no produto, mas sim na forma de realizar o trabalho, portanto não posso me responsabilizar pelo que cada motociclista executar. Só com o tempo adquiri experiência suficiente para realizar o trabalho com segurança.

Descobri que existem muitas variáveis a serem observadas, e somente a experiência faz a gente percebê-las:
- Os plásticos ou materiais grudados no cromado são de dureza e textura diferentes.
- Os escapamentos e peças cromadas das motos tem qualidades diferentes.
- Existem diferenças entre as marcas de palhas de aço encontradas a venda no comercio, algumas marcas são vendidas como grossas, mas são mais finas que as médias de outras marcas, etc.
- A forma de fazer o movimento das mãos tem influencia no resultado trabalho.
- A pressão utilizada na mão tem influencia no resultado do trabalho.
Curiosidade: - Porque o “bom-bril” risca e a palha de aço não? – A resposta esta na espessura dos fios de aço, os fios de aço do “bom-bril” são bem mais finos que os da palha de aço.

Tomás André dos Santos – tasmotos

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